Rádio muda o ritmo no Centro de Socioeducação de Piraquara

publicado em 04/09 às 16h49

Quem chega ao Centro de Socioeducação São Francisco, em Piraquara-PR, percebe um ritmo diferente. Aliás, vários ritmos. É a música no ar. Música e informação veiculada dentro da própria unidade, por adolescentes que cumprem medida socioeducativa, por meio da mais nova ferramenta pedagógica: a Rádio São Francisco, instalada há cerca de dois meses e que vem contribuindo para deixar o dia dos adolescentes e dos profissionais da Secretaria estadual da Criança e da Juventude bem mais animado.

A instalação da rádio no São Francisco foi resultado de uma parceria com a Petrobras, que através de doações ao Fundo da Infância e da Adolescência (FIA) permitiu a compra de equipamentos para rádios de 12 Centros de Socioeducação do Paraná. A operacionalização e a manutenção da programação fica por conta dos adolescentes e profissionais das unidades.

A estruturação deste trabalho está sendo conduzida pelo professor de artes René Gomes Scholz e pelo educador social Dilmar Paulo Schmitter. São eles que, junto com os garotos, definem a programação, produzem os programas, elaboram pautas, roteiros e colocam as músicas no ar. Nas férias e feriados, a rádio funciona o dia todo, a partir das 8h até às 17h. Nos dias de atividades normais, a programação é interrompida nos horários de aula, para não interferir nos trabalhos dos meninos.

O resultado pode ser conferido em qualquer ponto da unidade, já que os equipamentos de transmissão estão distribuídos por todas as alas.

Scholz, que é um apaixonado pelos recursos oferecidos pelo rádio e aprendeu com o pai, que foi radialista, as inúmeras possibilidades deste canal de comunicação, conta que o projeto foi elaborado a partir de outros exemplos bem sucedidos de rádios comunitárias. “O uso das mídias no cotidiano escolar é de suma importância por ser eficaz no desenvolvimento da aprendizagem, da autoestima e também na prática profissionalizante, qualidades que contribuem ainda para a reinserção de adolescentes em conflito com a lei no mercado de trabalho”, explica o professor.

Schmitter, que é quem acompanha os garotos dentro do laboratório de rádio, conta que é interessante perceber as descobertas dos garotos diante dos recursos tecnológicos oferecidos pela rádio. “Eles percebem as diferentes nuances da voz através do equipamento e tudo o que podem explorar a partir daí”, comenta.

Fonte: AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DO ESTADO DO PARANÁ