Compartilhamento da faixa de 3,5 GHz já provoca interferência em TVs

publicado em 18/03 às 16h20

Há pouco mais de um ano do início dos testes com serviços de banda larga sem fio (WiMax) na faixa de 3,5 GHz, telespectadores que utilizam antenas parabólicas já reclamam de interferência em seus receptores de TV. Há, atualmente, cerca de 20 milhões de antenas em todo o país.
Apesar de a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ter liberado o uso do espectro há cerca de um mês, algumas empresas já realizavam testes para avaliar os impactos do uso da faixa, antes utilizada apenas na comunicação por satélites.

A resolução 537 da Anatel, que regulamenta o uso do espectro, permite que as empresas de telefonia celular, telefonia fixa e serviços de comunicação multimídia (internet) aumentem sua potência dos atuais 2 watts para até 30 watts, dentro de cinco anos.

Para o assessor técnico da Abert, Ronald Siqueira Barbosa, é preciso que se realizem ainda pesquisas para avaliar os impactos do compartilhamento da faixa. Diante da interferência na recepção por antena parabólica já verificada neste momento, Barbosa aponta duas medidas que poderiam amenizar o problema: estreitar o uso do espectro, criando uma margem de proteção entre as diferentes tecnologias que o utilizam, ou reduzir a potência dos serviços de banda larga. “Caso contrário, seria preciso colocar filtros em 20 milhões de receptores espalhados por todo o Brasil”, adverte.

Em breve, representantes da Abert, da Anatel e de empresas interessadas deverão se reunir para discutir a utilização da faixa. A redefinição do uso do espectro de 3,5 GHz foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em 18 de fevereiro último.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Abert